AAS 38 (1946), p. 266

e dos coros angélicos sublimada até ao trono da Trindade beatissima,,
que, cingindo-lhe afronte de um tríplice diadema de gloria, A apresentou?
à Corte celestial, assentada à direita do Rei imortal dos séculos e coroada
Rainha do universoE
o Empíreo viu que Eia era realmente digna de receber a honra, a
gloria, o imperio, — porque mais cheia de graça, mais santa, mais formosa,
mais endeusada, incomparavelmente mais, que os maiores Santose
os Anjos mais sublimes, ou separados ou juntos; — porque misteriosamente
emparentada na ordern da Uniäo hipostática com toda a Trindade
beatissima, com Aquele que só é por essência a Majestade infinita, Rei
dos reis e Senhor dos senhor es, qual Filha primogénita do Padre e Mâe
estremosa do Verbo e Esposa predilecta do Espirito Santo;— porque
Mâe do Rei divino, d'Aquele a quem; desde, o seio materno deu o*
Senhor Deus o trono de David e a realeza eterna na casa de Jacob e que-3
de si mesmo proclamou, ter-lhe sido dado todo o poder nos céus e na
terra : Ele o Filho Deus, reflecte sobre a celeste Mae a gloria, a majesta-4
de, o imperio da sua realeza ; — porque associada, como Mae e Ministrar
ao Rei dos mártires na obra inefável da humana Redençâo, lhe é para
sempre associada, com um poder quasi imenso, na distribuiçâo das graças
que da Redençâo derivara.0

Jesus é Rei dos séculos eternos por natureza e por conquista; por
Eie, com Ele, subordinadamente a Ele, Maria é Rainha por graça, por
parentesco divino, por conquista, por singular eleiçâo. Eo seu reino évasto
como o de seu Filho è Deus, pois que de seu dominio nada se exclue.
Por isso a Igreia a sauda Senhora e Rainha dos Anjos e dos Santos,,
dos Patriarcas e dos Profetas, dos Apostolos e dos Mártires, dos Confessores
e das Virgens; por isso a aclama Rainha dos céus e da terra, gloriosa,
dignissima Rainha do universo : Regina caelorum, gloriosa Re-6
gina mundi/ Regina mundi dignissima : e nos ensina a invocà-la de9
dia e de noite entre os gemidos e lágrimas de que é fecundo este exilio :
Salve Rainha, Mâe de misericordia, vida doçura, esperança nossa.
É que a sua realeza é essencialmente materna, exclusivamente benéfica.

E nâo é precisamente essa realeza que vós tendes experimentado?
Nao sao os infindos beneficios, os carinaos inumeráveis com que vos tem

3 Luc. 1, 32-33.

4 MATTH. 28, 18.
6 Cfr. LEONIS XIII Enc. Adiutricem, 5 septembris 1895: Acta, vol. XV, pag. 303.
6 Br eo. Rom. 2 Ant. final. B. Mariae Virg.a
7 Off. parv. B. Mariae Virg., Ant. ad Magnif. per annum.
8 Missal. Rom. Comm. in Commem. B. Mariae Virg. de Monte Carmelo.

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